Memória Eternizada: Livro “Festribal de Juruti: as Multivozes da História” é Lançado e Registra Patrimônio Imaterial

Curte o nosso conteudo? Compartilhe.

Fruto de um projeto da UFOPA, a obra reúne narrativas, fotos e a trajetória dos povos Munduruku e Muirapinima, consolidando o festival como pilar da identidade amazônida.

Na manhã desta terça-feira, 03 de fevereiro, Juruti deu um passo decisivo para a preservação de sua história. Foi realizada a entrega oficial do registro do patrimônio imaterial do município por meio do livro “Festribal de Juruti: as multivozes da história”. A obra é o resultado culminante de projetos de extensão da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), que desde 2024 trabalham na preservação dos saberes, memórias e narrativas do festival.

Enquanto alguns pensam que o Festribal é só poeira levantada no Tribódromo e grito de torcida, a UFOPA veio para provar que a nossa cultura tem “pé no chão” e documento assinado. Agora, se alguém duvidar da nossa força, a gente não só mostra o maracá, mostra o livro também!

O evento de lançamento contou com a mediação da Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Turismo (SECDET) e a presença de guardiões dessa história: representantes das associações folclóricas Munduruku e Muirapinima, além de autoridades e a equipe acadêmica responsável.

Esta obra não nasceu de uma única caneta, mas do esforço coletivo de 20 autores que mergulharam fundo na alma de Juruti. Sob a batuta de Antonio Márcio Ávila Almeida, Giselle Moreira do Vale e Neidiana Rosário Soares, o livro contou com o protagonismo direto de acadêmicos da UFOPA e estudantes da Escola Emanuel Salgado Vieira.

“Este projeto foi construído coletivamente, com alunos da UFOPA e da Escola Emanuel Salgado Vieira, em diálogo com a comunidade de Juruti. Unimos conhecimento acadêmico e saber local para valorizar o Festribal como patrimônio cultural e as histórias das pessoas que o fazem. O festival vai além de uma festa: é um fenômeno social, cultural e econômico que impacta vidas e inspira escolhas profissionais. Entregar este trabalho à comunidade é muito gratificante.”

Prof.ª Giselle Moreira Vice-coordenadora do projeto PEEX

A coordenação editorial foi realizada por Ernesto Padovani Netto, pela Editora Cabana , com projeto gráfico e capa de Eder Ferreira Monteiro. A coordenação acadêmica da UFOPA foi liderada por Antônio Márcio Ávila Almeida (Campus Juruti) e Giselle Moreira do Vale (Campus Santarém).

A obra faz justiça ao citar aqueles que, lá atrás, plantaram a semente da disputa que hoje move a cidade:

  • Pelo Povo Munduruku: São destacados fundadores e nomes essenciais como Carmem Barroso (em memória), Aldecias Batista, Jim Jones, Edvander Batista, Clemente Santos, Jorge Carvalho, Lene e Lana.
  • Pelo Povo Muirapinima: O livro registra o papel fundamental das professoras Aurecília Andrade e Sebastiana Picanço (em memória), além de Joelma Bruce e nomes como Fabiana Picanço.
  • Apoio Político e Cultural: O registro também cita figuras como o ex-prefeito Madson Auzier Pinheiro e sua esposa Régia Pinheiro (em memória), que impulsionaram o cenário cultural nos anos 80. Outros nomes como Élcio Farias, Ana Márcia Oliveira Cunha, Daniel Costa e Maria Lúcia Pinheiro (Lucita) também emprestaram suas memórias para a obra.

A beleza visual do Festribal, essencial para o registro do patrimônio, é ilustrada por registros de profissionais como Frank Wallace — responsável por imagens marcantes das tribos mirins e fotos de arquivo de Lázaro Moutinho, que documentou os primeiros passos da construção do Tribódromo.

O livro materializa memórias de 1983 até 2025, garantindo que as gerações futuras saibam exatamente como a nossa “Mundurucânia” e a nossa “Muirapinima” se tornaram gigantes.

Acesse o livro aqui: https://www.editoracabana.com/cat%C3%A1logo/festribal